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Treble capta US$ 18 mi para simular voz e áudio em IA e robótica

Treble capta US$ 18 mi para simular voz e áudio em IA e robótica

Startup islandesa Treble capta US$ 18 mi em extensão da Série A para expandir plataforma de simulação acústica voltada a IA de voz e robótica.

Pontos principais

  • Treble levantou US$ 18 mi em extensão da Série A, liderada pela Paladin Capital Group
  • Total captado pela empresa ultrapassa US$ 40 mi, incluindo aporte de US$ 12 mi em 2024
  • Amazon e Logitech estão entre os clientes da plataforma de simulação acústica
  • Parceria com Hugging Face lançou benchmark para modelos de reconhecimento de fala em 2026

A startup islandesa Treble anunciou a captação de US$ 18 milhões em uma extensão de sua rodada Série A, liderada pela Paladin Capital Group. O aporte eleva o total levantado pela empresa a mais de US$ 40 milhões, após um investimento de US$ 12 milhões recebido em 2024. A companhia, fundada em 2020 pelos engenheiros acústicos Finnur Pind e Jesper Pedersen, oferece uma plataforma de simulação voltada para o setor de inteligência artificial de voz, fabricantes de hardware e empresas de robótica.

A Treble atua em duas frentes principais. Na área de voz e áudio para IA, fornece geração de dados sintéticos usados para aprimoramento de fala, supressão de ruído e treinamento de modelos. Na área de hardware, realiza prototipagem virtual para fabricantes de fones de ouvido, alto-falantes inteligentes e óculos com IA, permitindo testar como dispositivos captam e processam comandos em diferentes ambientes acústicos. Amazon e Logitech estão entre os clientes da empresa.

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Recentemente, a Treble firmou parceria com a Hugging Face para lançar um benchmark (referência de avaliação comparativa) para modelos de reconhecimento de fala em condições realistas variadas.

“O áudio em IA é, fundamentalmente, um desafio de dados, e é aí que estão as maiores oportunidades para viabilizar modelos e hardware de próxima geração. Até hoje, praticamente todo o áudio relacionado à IA foi criado a partir de gravações e dados coletados da internet. Acreditamos que a simulação física precisa é uma forma alternativa de criar dados para o som.”

Finnur Pind, cofundador e CEO da Treble

A rodada contou com a participação dos investidores existentes KOMPAS VC, Frumtak Ventures, EIC e Omega ehf. Francois Ruether, vice-presidente da Paladin Capital Group, destacou o posicionamento estratégico da plataforma como infraestrutura compartilhada para diferentes indústrias.

“Nossa tese é que, à medida que mais produtos dependem da compreensão do som, essa infraestrutura se torna cada vez mais valiosa em voz para IA, wearables, robótica e IA física. Os clientes mantêm a propriedade de seus modelos, produtos e fluxos de desenvolvimento, beneficiando-se de uma base comum de infraestrutura acústica nativa de simulação.”

Francois Ruether, vice-presidente da Paladin Capital Group

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Com os novos recursos, a Treble pretende ampliar sua atuação no espaço de IA física, atendendo empresas de robótica, automotivo e drones que precisam de funções baseadas em som. Pind também sinalizou interesse crescente em dispositivos wearables com capacidade de aprimorar a audição humana em ambientes desafiadores.

Impacto no Brasil (análise): O avanço de plataformas de simulação acústica como a da Treble é relevante para empresas brasileiras que desenvolvem assistentes de voz, dispositivos de acessibilidade auditiva e soluções de atendimento por voz em português, segmento que enfrenta escassez de dados de treinamento de qualidade em idiomas além do inglês.

A Treble não divulgou um cronograma específico para as próximas etapas, mas indicou que o foco imediato será aprofundar parcerias no setor de IA física e expandir os casos de uso em wearables de próxima geração.

Fontes: AI News & Artificial Intelligence | TechCrunch

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