Jensen Huang recebeu ligação ao vivo de Trump no All-In Summit e os dois se uniram contra pedidos de desaceleração no desenvolvimento da IA.
- Trump classificou os apelos por desaceleração da IA de ‘farsa’ e atribuiu o movimento a interesses políticos e à China
- Huang concordou com Trump ao vivo, diante da plateia do All-In Summit em Los Angeles
- Pesquisa Gallup mostra que 7 em 10 americanos se opõem a data centers em suas regiões, principalmente por impactos ambientais
- Ações da Nvidia acumulam alta de 33% no último ano, apesar de leve queda no dia do evento
O CEO da Nvidia, Jensen Huang, recebeu ao vivo uma ligação do presidente Donald Trump durante sua participação no All-In Summit, em Los Angeles, na segunda-feira. Em cena incomum, Huang colocou o presidente no viva-voz para que toda a plateia ouvisse a conversa, que girou em torno dos apelos por uma desaceleração no desenvolvimento da inteligência artificial.
O contexto da troca era um debate que tomou conta do setor. O CEO da Anthropic, Dario Amodei, havia pedido publicamente para “reduzir o ritmo em que melhoramos as capacidades da IA”. Os CEOs da SpaceX, Elon Musk, e da OpenAI, Sam Altman, declararam publicamente concordar com Amodei. Huang, no entanto, divergiu dessa posição.
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Trump entrou na conversa classificando as preocupações com a IA de “farsa” e atribuindo o alarmismo a interesses políticos e à China.
“Eles estão jogando exatamente nas mãos de muita gente que não quer ver isso acontecer. Podem ser pessoas políticas. Pode ser também a China. E nós não vamos deixar isso acontecer. É uma farsa.”
Donald Trump, presidente dos Estados Unidos
Huang respondeu em tom de concordância, com a plateia aplaudindo em seguida.
“Você está certo. Não vamos deixar isso acontecer, senhor.”
Jensen Huang, CEO da Nvidia
Trump também tocou no tema da resistência à construção de data centers (grandes instalações físicas que abrigam servidores de IA). Ele e aliados como o CEO da Y Combinator, Garry Tan, defendem que o sentimento contrário a essas construções faz parte de uma operação de influência internacional para frear o crescimento econômico americano. Pesquisa recente do Gallup, porém, aponta razões mais concretas: sete em cada dez americanos se opõem à instalação de data centers em suas regiões, com mais de 50% citando o impacto sobre recursos ambientais e cerca de 20% preocupados com o custo de vida.
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A posição de Huang não surpreende analistas. O modelo de negócios da Nvidia depende em grande parte da compra de chips por laboratórios de IA, e minimizar riscos existenciais do setor é coerente com os interesses da empresa. As ações da Nvidia acumulam alta de 33% no último ano, embora tenham recuado alguns pontos percentuais no dia do evento.
Análise: impacto no Brasil. O debate entre acelerar ou conter o avanço da IA ressoa diretamente no Brasil, onde governo federal e empresas privadas discutem regulamentação do setor. A postura de Washington de priorizar velocidade sobre cautela pode pressionar outros países, inclusive o Brasil, a adotarem ritmos semelhantes para não ficarem para trás na corrida tecnológica global.
O All-In Summit continua sendo um dos principais palcos de debate sobre o futuro da tecnologia nos Estados Unidos. A troca entre Huang e Trump deve ampliar as pressões sobre líderes que defendem mais cautela no desenvolvimento da IA, como Amodei, nas semanas seguintes.
Fontes: AI News & Artificial Intelligence | TechCrunch



