PM de BH encontrou fazenda ilegal de Bitcoin em ferro-velho com energia furtada, causando prejuízo de R$ 60 mil/mês à Cemig. Um suspeito foi preso.
A Polícia Militar de Belo Horizonte descobriu uma fazenda clandestina de mineração de Bitcoin escondida no segundo andar de um ferro-velho na Rua Bimbarra, região Oeste da capital mineira. A operação, realizada na manhã da última sexta-feira (31) em conjunto com a Prefeitura de BH, tinha como objetivo combater a receptação de metais furtados, e acabou revelando uma operação muito mais sofisticada.
Ao subir ao segundo andar do imóvel, os policiais encontraram ao menos 14 máquinas ASIC (circuitos integrados de aplicação específica, equipamentos dedicados à mineração de criptomoedas) em pleno funcionamento, além de três servidores, uma instalação elétrica organizada e um sistema de isolação acústica para abafar o barulho das ventoinhas de refrigeração. A PM apreendeu 15 máquinas no total, provavelmente modelos Antminer S17 da fabricante Bitmain, avaliadas em R$ 200.000.
“Quando a guarnição foi deslocar para o segundo andar, a gente verificou que o indivíduo ficou bem nervoso e nesse momento, no segundo andar, verificou a fazenda de Bitcoin.”
A Cemig (Companhia Energética de Minas Gerais) constatou que toda a operação era abastecida por energia elétrica furtada, o chamado “gato”, e estimou um prejuízo de R$ 60.000 por mês à companhia. Um funcionário do ferro-velho, de 37 anos e com identidade preservada, foi preso em flagrante por furto e receptação por não saber explicar a origem dos equipamentos e não apresentar as notas fiscais. A polícia também registrou boletim de ocorrência contra um homem e uma mulher, ambos de 31 anos, apontados como responsáveis pelo estabelecimento.
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É importante destacar que a mineração de criptomoedas em si não é atividade ilegal no Brasil. O que configura crime, neste caso, é a combinação de furto de energia elétrica com a suspeita de receptação de equipamentos de origem duvidosa.
“Possivelmente tem algum tipo de organização criminosa por trás.”
O caso de BH não é isolado. Em maio deste ano, a DEIC (Divisão Especializada de Investigações Criminais) e a CPFL apreenderam 1.400 equipamentos de mineração no estado de São Paulo. No mesmo mês, a Polícia Civil do Rio de Janeiro desmantelou outra fazenda ilegal na Zona Norte da cidade.
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A sequência de ocorrências revela um padrão preocupante: o uso de criptomoedas como vetor para crimes financeiros mais amplos, com operações estruturadas para minimizar barulho, ocultar equipamentos e burlar o fornecimento de energia elétrica.
📊 Análise, Impacto no Brasil: A recorrência de fazendas ilegais em diferentes estados indica que as autoridades brasileiras estão intensificando o monitoramento do setor, o que pode acelerar discussões regulatórias sobre o cadastro e a rastreabilidade de equipamentos de mineração no país. As investigações agora miram o rastro das criptomoedas mineradas no ferro-velho de BH, o que pode revelar para quais carteiras digitais os ativos foram enviados.
Fontes: Livecoins
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