Instagram renomeia rótulo de IA e passa a limitar alcance de perfis que exibem pessoas geradas por IA sem identificação adequada aos usuários.
- Rótulo ‘AI creator’ é renomeado para ‘AI-generated profile’ para maior clareza
- Perfis sem identificação adequada terão alcance reduzido na plataforma
- Medida não afeta usos pontuais de IA, como edição de fotos ou legendas
- Ação ocorre após acordo de US$ 18 bilhões da Meta com estados americanos sobre impacto em menores
O Instagram anunciou nesta segunda-feira que vai limitar o alcance de contas que apresentem pessoas geradas por inteligência artificial sem a devida identificação. A plataforma também renomeou seu rótulo existente: o antigo “AI creator” passa a ser chamado de “AI-generated profile” (perfil gerado por IA), com o objetivo de tornar a divulgação mais clara para os usuários.
Segundo a empresa, a mudança foi motivada por reclamações de usuários que se depararam com perfis aparentemente humanos e só depois descobriram que a pessoa retratada era completamente artificial. Criadores que adotarem o novo rótulo voluntariamente não serão penalizados por ter uma persona de IA como figura central do perfil.
“À medida que a IA generativa se torna uma parte maior da forma como as pessoas criam conteúdo, ouvimos que as pessoas não gostam de ver um perfil que parece humano e só depois descobrir que a pessoa retratada foi gerada por IA. Elas querem saber quando um perfil apresenta uma pessoa gerada por IA.”
Instagram, comunicado oficial
A nova política não se aplica a todo uso de IA. Quem utiliza a tecnologia para editar fotos, aprimorar legendas, criar gráficos ou fazer ajustes criativos pontuais não precisa adotar o rótulo de perfil gerado por IA.
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Pressão crescente sobre influenciadores artificiais
O anúncio ocorre em meio ao avanço dos chamados “influenciadores de IA” nas redes sociais. No início deste ano, o aplicativo de relacionamento gay Goose foi alvo de uma investigação da Wired após uma rede de influenciadores masculinos aparentemente gerados por IA promover o app no Instagram. A reportagem identificou mais de duas dezenas de contas suspeitas, algumas das quais teriam entrado em contato com usuários por mensagens diretas para incentivá-los a se cadastrar.
Em julho, o The New York Times relatou ter encontrado centenas de médicos, curandeiros e personalidades de bem-estar gerados por IA em redes sociais, promovendo suplementos ou fazendo afirmações sobre saúde.
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O momento também é sensível para a Meta, controladora do Instagram. Na semana passada, a empresa fechou um acordo de 18 bilhões de dólares com estados americanos referente a alegações sobre os efeitos do Facebook e do Instagram em crianças e adolescentes. Como parte do acordo, a Meta introduzirá um limite padrão de duas horas diárias de uso para menores nas duas plataformas, além de um modo noturno, silenciamento de notificações no horário escolar e outras restrições.
Anteriormente, o Instagram também havia removido uma ferramenta de IA que permitia gerar imagens usando a aparência de outras pessoas, após protestos de usuários contra o uso de seus conteúdos públicos sem consentimento explícito.
Análise: Para o público brasileiro, que está entre os maiores usuários do Instagram no mundo, a mudança pode ter impacto direto na experiência com contas de entretenimento, moda e saúde, segmentos onde perfis artificiais têm crescido sem regulação clara. A exigência de rotulagem pode facilitar a identificação de conteúdo gerado por IA antes de engajamentos como seguir ou compartilhar.
A plataforma não divulgou um prazo específico para a implementação completa das novas regras, mas indicou que a transição do rótulo e as penalidades de alcance já estão sendo aplicadas.
Fontes: AI News & Artificial Intelligence | TechCrunch



