Coinbase pediu ao CFTC aprovação para listar contratos perpétuos alavancados sobre ações da Apple, Tesla e Nvidia sem exigir posse dos papéis.
- Coinbase protocolou pedido ao CFTC para listar perps de ações individuais nos EUA
- Contratos cobrem papéis de Apple, Tesla e Nvidia com alavancagem 24/5
- Investidor não precisaria deter as ações para operar os contratos
- Aprovação regulatória ainda está pendente, sem prazo definido
A Coinbase protocolou um pedido junto ao CFTC (Commodity Futures Trading Commission, o regulador americano de derivativos) para listar contratos perpétuos referenciados em ações individuais de empresas de capital aberto. Os contratos dariam a traders nos Estados Unidos exposição alavancada a esses papéis em regime de 24 horas por dia, cinco dias por semana, sem que o investidor precise deter as ações em si.
Contratos perpétuos, ou “perps”, são instrumentos derivativos sem data de vencimento que acompanham o preço de um ativo subjacente. São amplamente utilizados no mercado de criptomoedas, mas a extensão do modelo a ações individuais negociadas em bolsas tradicionais representa um passo novo para exchanges cripto que buscam ampliar seu portfólio de produtos nos EUA.
Segundo o Decrypt, o pedido aguarda aprovação formal do CFTC para que os contratos possam ser efetivamente disponibilizados ao público americano. Não há prazo divulgado para a decisão do regulador.
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A proposta permite que traders americanos operem com alavancagem sobre ações de gigantes tecnológicos fora do horário convencional das bolsas tradicionais, sem precisar abrir conta em corretoras de valores mobiliários convencionais. A estrutura de “perp” elimina a necessidade de rolagem periódica de contratos, característica comum em futuros tradicionais.
O movimento ocorre em um momento em que exchanges de criptomoedas buscam diversificar receitas e atrair um perfil mais amplo de usuários, aproveitando o ambiente regulatório americano que tem se mostrado mais receptivo ao setor cripto.
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Análise: impacto no Brasil. Para o investidor brasileiro, o desenvolvimento é relevante como indicativo de tendência: se o CFTC aprovar o modelo, plataformas globais podem replicar a oferta em outras jurisdições, incluindo o Brasil, onde a CVM (Comissão de Valores Mobiliários) ainda não regulamentou derivativos perpétuos sobre ações em ambiente cripto. O tema deverá entrar na agenda de órgãos reguladores locais.
Fontes: Decrypt
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