Apenas dez das 200 corretoras de criptomoedas do Brasil devem obter licença do Banco Central até 30 de outubro de 2026, com BitNuvem e Coinext já encerradas.
- De cerca de 200 corretoras de cripto no Brasil, só 10 devem conseguir a licença PSAV do Banco Central
- Prazo para regularização termina em 30 de outubro de 2026; quem não tiver licença encerra em até 30 dias
- BitNuvem, Coinext, NovaDAX e Digitra já fecharam após as resoluções do Bacen
- ABToken publicou manifesto pedindo normas claras e acessíveis após encerramento da Coinext em 3 de setembro
Das cerca de 200 empresas de criptomoedas que operavam no Brasil, apenas dez devem conseguir a licença de PSAV (Prestador de Serviço de Ativos Virtuais) exigida pelo Banco Central do Brasil para continuar funcionando como corretoras de bitcoin e criptomoedas. O prazo final para regularização é 30 de outubro de 2026, e quem não estiver licenciado terá no máximo 30 dias para encerrar as atividades.
O cenário foi detalhado em reportagem do Livecoins com base em levantamento do Valor Investe, publicado na sexta-feira (11). Segundo o material, as exigências do Bacen incluem capital mínimo elevado e travas de saques em até 24 horas, condições que, de acordo com o portal, não existem em nenhuma outra jurisdição do mundo.
BitNuvem, Coinext, NovaDAX e Digitra já encerraram as operações após as resoluções do regulador. Nenhuma delas atribuiu publicamente o fechamento ao enquadramento regulatório, mas o padrão de saídas consecutivas acendeu o alerta do setor.
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“Atropelo regulatório” mobiliza associações
A expressão usada no mercado para descrever o ritmo das normas é “atropelo regulatório”: múltiplas regras chegaram antes que as empresas pudessem cumprir as primeiras. A avaliação foi compartilhada por uma das vozes do setor.
“A velocidade com que múltiplas regras chegaram no mercado, antes que as empresas pudessem atender as primeiras.”
Isabel Sica Longhi, diretora de regulação da Ripple
A Associação Brasileira de Tokenização e Ativos Digitais (ABToken) divulgou um manifesto após o encerramento da Coinext, em 3 de setembro. O documento, assinado pela presidente da entidade, defende que o problema não é a existência de regras, mas a forma como foram impostas.
“A associação não quer uma ausência de regulação, mas sim normas claras e acessíveis para não afastar os empreendedores do espaço.”
Regina Pedroso, presidente da ABToken
O manifesto também destaca que um Brasil regulado precisa manter seu nível de competitividade e inovação, sem que a regulação atue como barreira ao desenvolvimento do setor.
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O enxugamento do mercado preocupa pelo risco de concentração: de 200 operadoras, a sobrevivência de apenas dez cria um cenário próximo ao monopólio. Enquanto isso, países como os Estados Unidos avançam em direção a marcos regulatórios mais favoráveis ao ecossistema cripto, o que pode acentuar a migração de negócios e talentos para fora do Brasil.
Não está confirmado se o Banco Central abrirá prazo adicional diante das pressões do mercado. O setor acompanha essa definição como o principal gatilho para os próximos movimentos de empresas que ainda tentam se enquadrar até outubro.
Fontes: Livecoins
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