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G7 alerta: criptografia do Ethereum pode ser alvo de computadores quânticos

G7 alerta: criptografia do Ethereum pode ser alvo de computadores quânticos

G7 alerta para risco quântico à criptografia que protege Ethereum e Bitcoin; desenvolvedores já testam soluções pós-quânticas para as redes.

Pontos principais

  • G7 urge migração imediata para criptografia pós-quântica (PQC), alertando que dados cifrados hoje podem ser decifrados no futuro
  • Ethereum tem proposta de reconstrução do contrato de depósito para suportar chaves maiores exigidas por sistemas pós-quânticos
  • Bitcoin enfrenta transição mais complexa; proposta BIP-360 prepara a rede para novos esquemas de assinatura
  • Solana já testou assinaturas pós-quânticas em rede de testes e oferece cofre opcional baseado em hash

O grupo G7 publicou um relatório urgindo governos e empresas a migrarem agora para criptografia pós-quântica (PQC, na sigla em inglês), alertando que dados protegidos hoje já podem estar em risco. Embora o documento não cite criptomoedas diretamente, a mesma classe de criptografia de chave pública que o G7 aponta como vulnerável é a que protege carteiras e transações no Ethereum, no Bitcoin e em outras blockchains.

O relatório, produzido pelo grupo de trabalho de cibersegurança do G7, formado por Canadá, França, Alemanha, Itália, Japão, Reino Unido e Estados Unidos, classifica a computação quântica como uma ameaça à segurança e à economia de organizações públicas e privadas. O mecanismo de risco é conhecido como “harvest now, decrypt later”: atacantes podem coletar dados cifrados hoje e decifrá-los no futuro, quando computadores quânticos suficientemente poderosos existirem.

“Reconhecemos que a transição para PQC não é um problema que organizações individuais devem resolver de forma isolada, mas sim uma transição coletiva que só pode ser alcançada com engajamento antecipado, planejamento coordenado e tomada de decisão informada entre os setores público e privado.”

Grupo de Trabalho de Cibersegurança do G7

No caso do Ethereum, pesquisadores já trabalham em substituições para vários componentes criptográficos usados por contas, validadores e aplicações. Uma proposta recente prevê a reconstrução do contrato de depósito da rede para suportar as chaves maiores exigidas pelos sistemas pós-quânticos.

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O Bitcoin enfrenta um caminho mais complexo. Qualquer mudança significativa de segurança exige amplo suporte de desenvolvedores, mineradores, empresas e usuários. Há também a questão de como migrar fundos de endereços vulneráveis sem interromper a rede. Uma proposta em discussão, a BIP-360, prepararia o Bitcoin para suportar novos esquemas de assinatura.

A Solana pode ter uma rota de migração mais simples por utilizar assinaturas EdDSA. A Solana Foundation já testou assinaturas pós-quânticas em uma rede de testes e introduziu um cofre opcional baseado em hash para proteção de fundos.

“Para fortalecer a resiliência coletiva e proteger dados confidenciais, cadeias de suprimentos e sistemas críticos, organizações públicas e privadas devem agir juntas agora.”

Grupo de Trabalho de Cibersegurança do G7

O que o alerta significa na prática

O G7 não estipula um prazo exato para que computadores quânticos sejam capazes de quebrar a criptografia atual, mas ressalta que a transição pode levar anos. Por isso, a recomendação é começar agora, identificando sistemas críticos e incorporando produtos quântico-seguros durante atualizações já programadas, para conter custos.

O grupo também pede que governos apoiem pesquisa, parcerias público-privadas e estratégias nacionais de PQC, além de incluir segurança quântica nos requisitos de compras governamentais.

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Impacto no Brasil (análise): O Brasil ainda não possui uma estratégia nacional formal de criptografia pós-quântica publicada. Para investidores e usuários brasileiros de Ethereum e outras blockchains, o alerta do G7 reforça a importância de acompanhar os cronogramas de atualização das redes que utilizam, já que mudanças de protocolo dessa magnitude tendem a ser graduais e amplamente comunicadas pela comunidade de desenvolvedores.

O próximo passo concreto a observar é o avanço das propostas de atualização do Ethereum voltadas ao suporte de chaves pós-quânticas, cujo desenvolvimento segue em curso entre pesquisadores da rede.

Fontes: Decrypt

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