Groq capta US$ 350 mi liderados pela Disruptive e Nvidia para expandir infraestrutura neocloud de IA, sendo avaliada em US$ 3,5 bilhões.
- Groq captou US$ 350 milhões em rodada liderada pela Disruptive, com participação planejada da Nvidia
- Valuation caiu de US$ 6,9 bilhões para US$ 3,5 bilhões após acordo de licenciamento de US$ 20 bi com a Nvidia
- Empresa opera 13 data centers e atende mais de 6 milhões de desenvolvedores e empresas
- Meta é expandir capacidade de 54 MW para mais de 200 MW até 2027
A startup americana Groq anunciou a captação de US$ 350 milhões em nova rodada de investimento, liderada pela firma Disruptive com participação planejada da Nvidia, para avançar em sua transformação de fabricante de chips para provedora de infraestrutura de nuvem de IA, o chamado modelo neocloud.
A rodada avalia a empresa em US$ 3,5 bilhões, valor bem abaixo dos US$ 6,9 bilhões registrados em setembro passado. A queda ocorreu após a Nvidia contratar o fundador e CEO da Groq, Jonathan Ross, e outros líderes da empresa dentro de um acordo de licenciamento de US$ 20 bilhões, que distribuiu recursos aos investidores.
Um porta-voz da empresa afirmou ao TechCrunch que a diferença de valuation não é encarada como uma rodada negativa, mas como o estabelecimento de uma nova avaliação para a versão pós-acordo com a Nvidia.
A Groq havia construído reputação ao desenvolver seus próprios chips, chamados LPUs (unidades de processamento de linguagem, na sigla em inglês), para competir com a Nvidia no segmento de inferência, que é o tipo de processamento necessário para executar aplicações de IA em tempo real. Após a saída de sua equipe principal, a empresa mudou de rota e passou a operar data centers com hardware da própria Nvidia.
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Em junho deste ano, a Groq já havia captado US$ 650 milhões para iniciar o pivô. Hoje, a empresa opera 13 data centers na América do Norte, Europa, Oriente Médio e Ásia-Pacífico, atendendo mais de 6 milhões de desenvolvedores, empresas e companhias nativas de IA. A meta é expandir a capacidade instalada de 54 megawatts para mais de 200 megawatts em 2027.
“Estamos construindo a Groq para se tornar a principal nuvem de inferência de IA do mundo. A inferência se tornará, sem dúvida, a maior e mais crítica camada da infraestrutura de IA.”
Alex Davis, presidente do conselho da Groq e CEO da Disruptive
Neoclouds: crescimento promissor, rentabilidade em xeque
O modelo de negócio neocloud enfrenta questionamentos sobre sua capacidade de gerar retorno no longo prazo. A CoreWeave, principal referência do setor, registrou forte crescimento de receita no segundo trimestre e fechou contratos relevantes com Meta e Anthropic, mas investidores seguem preocupados com os altos gastos de capital, a dependência de dívida e a rápida depreciação do hardware.
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A Groq ainda mantém suas finanças privadas, mas passa a operar dentro do ecossistema de infraestrutura da Nvidia, ao lado de outras neoclouds como CoreWeave, Lambda e Nebius, todas abastecidas com GPUs da fabricante, que também investe bilhões nessas empresas.
Análise: Para o mercado brasileiro, o crescimento das neoclouds amplia o acesso a infraestrutura de inferência de IA para empresas que desenvolvem produtos sobre modelos como ChatGPT, Claude e Gemini, sem precisar investir em hardware próprio. A expansão da Groq para a região Ásia-Pacífico pode sinalizar aproximação futura com a América Latina.
Com os novos recursos, a Groq deve acelerar a expansão de data centers ao longo de 2027, enquanto o mercado aguarda a abertura de seus dados financeiros para avaliar a viabilidade do modelo.
Fontes: AI News & Artificial Intelligence | TechCrunch



