No Blockchain Rio 2026, ABCripto anuncia parceria para educar o Congresso sobre stablecoins e destaca regulação de PSAVs em outubro como marco de 2026.
- ABCripto faz parceria com Juntos por Cripto para atuar junto ao Congresso Nacional na regulação de stablecoins
- Regulação para PSAVs entra em vigor em outubro de 2026 e é apontada como principal marco regulatório do ano
- Grupo de trabalho ABCripto-CVM sobre tokenização já está ativo, com metas “ousadas” da autarquia para 2026
- Representante de El Salvador alerta: mercado cripto global ainda está fragmentado e imaturo para supervisão adequada
A presidente da ABCripto, Julia Rosin, abriu o Blockchain Rio 2026 com um recado direto ao setor: a consolidação do mercado de stablecoins no Brasil passa pelo Congresso Nacional, não pelo Banco Central ou pela CVM. O evento reuniu representantes dos bancos centrais do Peru e de El Salvador, além da CVM, da FAPERJ, do Fenasbac e do secretário de tecnologia do Rio de Janeiro.
“Esse ano é decisivo para o mercado de criptoativos. Quem realmente pode ajudar a consolidar o mercado de stablecoins é o Congresso Nacional. Não o Banco Central, nem a CVM. E já estamos em conversa com eles. Os próximos quatro anos podem dar uma nova cara para o setor.”
Julia Rosin, presidente da ABCripto
Para avançar nessa frente, a ABCripto firmou parceria com a Juntos por Cripto, organização sem fins lucrativos, com foco em educação de reguladores e parlamentares sobre o mercado de criptoativos. Rosin classificou os próximos quatro anos como essenciais para a evolução do setor.
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No campo regulatório imediato, a presidente destacou a entrada em vigor, em outubro, da regulação para as prestadoras de serviços em ativos virtuais (PSAVs), chamando-a de principal marco regulatório de 2026. Ela também ressaltou que o grupo de trabalho conjunto com a CVM sobre tokenização já produz resultados concretos.
“Existe um grupo de trabalho com a CVM sobre tokenização. No grupo de estudos é observado como tokenizar ativos com segurança e outros temas. A CVM tem metas bem ousadas para este ano.”
Julia Rosin, presidente da ABCripto
Perspectiva internacional: El Salvador alerta para fragmentação do setor
Juan Carlos Reyes, presidente da Comissión Nacional de Activos Digitales de El Salvador, traçou um paralelo entre os dois países. Para ele, El Salvador conseguiu implementar regras com relativa rapidez por ser uma economia menor, enquanto o Brasil, por seu porte, precisa ser mais cauteloso.
Reyes fez um alerta sobre o estado atual do mercado global: “O mercado está muito segregado no momento. É uma bagunça. Ainda não atingiu a maturidade necessária para exigir uma supervisão adequada”, afirmou. Ele avaliou que quem conseguir se organizar e apresentar uma proposta que o governo possa supervisionar terá vantagem competitiva no processo regulatório.
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Rodrigoh Henriques, diretor de Inovação e Estratégia do Instituto Fenasbac, reforçou o diagnóstico do painel: “Como discutir sobre a tecnologia dentro das definições corretas e sem quebrar o ritmo da inovação? Educar os reguladores é o primeiro passo”, disse.
Análise: para o investidor e as empresas brasileiras do setor, o calendário regulatório de 2026 está se tornando cada vez mais denso. A vigência das regras para PSAVs em outubro representa um prazo concreto de adequação, enquanto o debate sobre stablecoins no Congresso deve ganhar mais tração nos próximos meses.
O próximo passo concreto a acompanhar é a implementação da regulação de PSAVs, prevista para outubro de 2026, que deve definir obrigações operacionais e de compliance para exchanges e demais prestadoras de serviços com criptoativos que operam no país.
Fontes: Livecoins
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