Consensys anuncia divisão em duas empresas independentes: MetaMask focada em consumidor e nova Consensys voltada a infraestrutura institucional Ethereum.
- Consensys será dividida em duas companhias independentes até o fim de 2026
- Joe Lubin será CEO da MetaMask e chairman executivo da nova Consensys institucional
- MetaMask soma mais de 100 milhões de downloads em cerca de 190 países
- Money Account da MetaMask oferece até 4% de rendimento variável via estratégias DeFi
A Consensys Software Inc., empresa de software Ethereum responsável pela carteira MetaMask, anunciou que será dividida em duas companhias independentes. A separação deve ser concluída até o fim de 2026 e vai isolar o negócio de consumo da infraestrutura blockchain institucional.
Conforme o anúncio divulgado pela Cointelegraph, Joe Lubin seguirá como chairman e CEO da MetaMask e assumirá o cargo de chairman executivo da nova Consensys. A nova empresa herdará os protocolos e negócios de infraestrutura institucional, incluindo Linea, Besu e Teku, e será liderada pelo CEO Mike Kriak e pelo presidente David Cunningham.
A nova Consensys terá foco em infraestrutura Ethereum e no suporte a instituições financeiras que desejam adotar tecnologia blockchain para tokenização, stablecoins e outros serviços financeiros on-chain (registrados diretamente em redes descentralizadas).
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A MetaMask, por sua vez, manterá o foco em autocustódia (modelo em que o próprio usuário controla seus fundos, sem intermediários) para consumidores, mas ampliará sua atuação para pagamentos, poupança, investimentos e produtos financeiros tradicionais. A carteira acumula mais de 100 milhões de downloads em cerca de 190 países e intermediou trilhões de dólares em volume de transações.
A reestruturação reflete prioridades cada vez mais distintas entre as duas frentes de negócio, segundo a própria empresa.
MetaMask avança para além das criptomoedas
Lançada em 2016 como uma extensão de navegador para acessar aplicativos descentralizados (dApps) na rede Ethereum, a MetaMask vem expandindo seu escopo nos últimos anos. Em junho, a empresa lançou o Money Account, que permite ao usuário obter até 4% de rendimento variável ao ano sobre saldos elegíveis em mUSD, uma stablecoin própria. O rendimento é gerado por estratégias de empréstimo em DeFi (finanças descentralizadas), e não por juros pagos pela MetaMask ou pela emissora da stablecoin.
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Em fevereiro, a MetaMask adicionou acesso a 200 ações americanas tokenizadas, fundos negociados em bolsa (ETFs) e commodities por meio da Ondo Global Markets, disponíveis para usuários fora dos Estados Unidos. No mesmo mês, expandiu seu cartão de débito com bandeira Mastercard para 49 estados americanos, produto que já estava disponível em mercados como Europa, Canadá, México, Brasil e Argentina.
A conclusão da separação está prevista para o final de 2026, sem data exata definida. Os próximos meses serão decisivos para definir a estrutura societária e operacional das duas novas entidades.
Análise: impacto no Brasil. O Brasil já figurava entre os mercados atendidos pelo cartão MetaMask antes da expansão americana. Com a nova estrutura, a tendência é que a MetaMask acelere o desenvolvimento de produtos financeiros voltados ao consumidor em mercados emergentes, onde a demanda por alternativas de pagamento e rendimento baseadas em DeFi vem crescendo.
Fontes: Cointelegraph.com News
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