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Trust Wallet remove suporte a 25 redes de criptomoedas em setembro

Trust Wallet remove suporte a 25 redes de criptomoedas em setembro

Trust Wallet remove suporte a 25 redes de criptomoedas a partir de 15 de setembro de 2026 e orienta usuários sobre autocustódia e riscos de golpes.

Pontos principais

  • Trust Wallet desativa suporte automático a 25 redes de criptomoedas em 15 de setembro de 2026
  • Redes afetadas incluem Polygon zkEVM, Moonbeam, Nano, Decred, IoTeX e MultiversX, entre outras
  • Fundos permanecem sob posse do usuário; acesso exige adição manual de parâmetros RPC de cada rede
  • Empresa alerta: nenhum funcionário solicita frases de segurança; golpistas podem explorar o período de transição

O aplicativo de autocustódia Trust Wallet anunciou a retirada definitiva do suporte a 25 redes de criptomoedas, com efeito prático a partir de 15 de setembro de 2026. A mudança desativa a exibição automática dessas redes e de suas moedas na interface principal do aplicativo, mas não compromete a posse dos fundos pelos usuários.

Entre os projetos afetados estão Polygon zkEVM, Moonbeam, Nano, Decred, Conflux, IoTeX, MultiversX, Agoric, Aurora e Boba. Redes como Evmos, Nebulas e Stargaze já haviam encerrado suas comunidades antes mesmo do anúncio.

O que muda na prática para quem tem saldo nessas redes

Como a Trust Wallet opera em modelo de autocustódia, as chaves privadas e as frases de recuperação garantem que o titular continua com controle integral sobre seus ativos após o prazo. O que deixa de funcionar é a exibição automática dos saldos no painel do aplicativo.

Para acessar os valores, o usuário precisará adicionar cada rede manualmente, inserindo os parâmetros RPC (Remote Procedure Call, protocolo que permite a comunicação entre o aplicativo e a blockchain) correspondentes. Esses dados podem ser consultados em plataformas públicas verificadas, como o catálogo do Chainlist. Após a configuração, o saldo volta a aparecer normalmente para envio, recebimento ou consulta.

A remoção do suporte à rede FIO também encerra o recurso chamado Trust Handle, que permitia criar endereços simplificados de identificação. A partir de 15 de setembro, não será mais possível renovar, criar ou usar esses identificadores pelo aplicativo. A empresa recomenda o uso direto dos endereços públicos das carteiras para qualquer transação.

Alerta contra golpes durante a transição

A equipe da Trust Wallet emitiu alerta específico sobre tentativas de fraude neste período de mudança. Golpistas podem criar falsos canais de suporte para tentar roubar frases de segurança ou senhas de usuários que buscam ajuda com a configuração manual das redes.

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A empresa foi direta: nenhum funcionário entra em contato com clientes para solicitar frases de segurança ou senhas. O comunicado também reforçou que nenhum usuário precisa transferir saldo para outra carteira por causa da descontinuação. Qualquer instrução nesse sentido representa tentativa explícita de fraude.

Quem não possui saldo nas 25 redes removidas não precisa realizar nenhuma ação. O aplicativo segue funcionando normalmente para todas as outras redes suportadas.

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Análise: Para o mercado brasileiro, onde carteiras de autocustódia ganham adeptos à medida que a regulação de exchanges avança, o episódio reforça a importância de o investidor entender como recuperar acesso aos próprios ativos sem depender da interface de um aplicativo específico, habilidade que se torna ainda mais relevante diante de descontinuações como esta.

Os usuários têm até 15 de setembro de 2026 para se familiarizar com o procedimento de adição manual de redes antes que a exibição automática seja desativada definitivamente.

Fontes: Livecoins

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