Hacker vende dados fiscais de 678 mil franceses, incluindo detentores de Bitcoin, após invasão à autoridade tributária DGFiP em junho de 2026.
- Hacker vende banco de dados com 678.437 registros roubados da autoridade fiscal francesa DGFiP.
- 386 contribuintes têm renda acima de US$ 1,16 milhão; arquivo custa alguns milhares de dólares.
- França lidera ataques físicos a detentores de cripto: 33 dos 52 casos globais no 1º semestre de 2026.
Um hacker colocou à venda registros supostamente roubados da autoridade tributária francesa, a DGFiP, expondo dados de 678.437 pessoas e empresas a riscos de phishing, roubo de identidade e ataques físicos direcionados a detentores de criptomoedas. A informação foi divulgada pelo portal de cibersegurança FrenchBreaches e repercutida pelo Decrypt.
Segundo o FrenchBreaches, o banco de dados contém registros de 392.867 pessoas físicas e 285.570 profissionais. Entre eles, 26.805 têm renda tributável de referência de pelo menos US$ 116 mil, 386 superam US$ 1,16 milhão e oito ultrapassam US$ 11,6 milhões. O arquivo estaria sendo oferecido por alguns milhares de dólares.
A DGFiP confirmou oficialmente a intrusão em seu sistema de informação. Credenciais VPN roubadas foram usadas no final de junho para acessar e extrair dados de contribuintes por meio de uma ferramenta interna de busca, antes que o acesso fosse bloqueado. O número total de afetados ainda está sob investigação.
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Os dados vazados incluem nomes, datas de nascimento, endereços residenciais e de e-mail, telefones, rendimentos, alíquotas de retenção na fonte, situação familiar, dependentes e informações de cota fiscal.
“Mais uma má notícia para os Bitcoiners que vivem no país líder em ataques de chave inglesa. A autoridade fiscal francesa foi hackeada e 678 mil registros foram vazados.”
O alerta é especialmente grave no contexto dos chamados “wrench attacks” (ataques de chave inglesa), expressão usada para descrever crimes em que criminosos recorrem à violência física ou a ameaças para roubar criptomoedas. A França é o país com maior concentração desses casos no mundo.
Em julho, a empresa de segurança CertiK registrou 52 ataques desse tipo em todo o mundo no primeiro semestre de 2026, sendo 33 só na França. A Chainalysis contabilizou 46 ocorrências até junho, com 30 em território francês e mais de US$ 30 milhões roubados.
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“Os criminosos perceberam que detentores de cripto são alvos de alto valor porque possuem riqueza em uma forma instantânea e irreversivelmente transferível.”
O risco de engenharia social com os dados vazados é concreto. Com informações fiscais reais em mãos, um golpista pode construir mensagens fraudulentas muito mais convincentes do que um e-mail genérico falso, como alertou o próprio FrenchBreaches em sua análise.
Análise: impacto para o leitor brasileiro. Embora o vazamento envolva dados franceses, o episódio serve de alerta para holders de criptomoedas no Brasil, país que também registrou crescimento de golpes direcionados a investidores identificáveis publicamente. A exposição de dados de renda atrelados a carteiras cripto é um dos vetores de risco mais explorados globalmente, reforçando a importância de práticas de privacidade operacional.
A investigação sobre o número exato de afetados pelo vazamento ainda está em andamento, e não há prazo oficial divulgado pela DGFiP para a conclusão do inquérito ou para eventual notificação individual dos contribuintes atingidos.
Fontes: Decrypt
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