Bybit entrou com processo nos EUA contra a Coreia do Norte e o Grupo Lazarus para recuperar fundos do hack de US$ 1,4 bi ocorrido em 2025.
- Bybit processa Coreia do Norte e Grupo Lazarus nos EUA pelo hack de US$ 1,4 bilhão de fevereiro de 2025
- Apenas 5,29% dos fundos foram recuperados; 90,2% já não são rastreáveis
- Cerca de US$ 1,3 bilhão perdeu o rastro; somente US$ 64 milhões seguem identificáveis
- Nas 24h após o ataque, a corretora processou cerca de R$ 31 bilhões em saques e arcou com as perdas
A Bybit, uma das maiores corretoras de criptomoedas do mundo, entrou com um processo judicial nos Estados Unidos contra a Coreia do Norte e o Grupo Lazarus, organização de hackers vinculada ao regime norte-coreano, com o objetivo de recuperar os fundos roubados no ataque ocorrido em fevereiro de 2025.
O hack da Bybit é considerado o maior da história das criptomoedas, com ativos avaliados em US$ 1,4 bilhão no momento do ataque. Segundo dados divulgados pela própria corretora, apenas 5,29% dos fundos foram recuperados até o momento, e 90,2% deixaram de ser rastreáveis. Em valores absolutos, cerca de US$ 1,3 bilhão já perdeu o rastro, restando apenas US$ 64 milhões ainda identificáveis.
A ação judicial, conforme descrito pela empresa em texto publicado na última quinta-feira (6), busca preservar os ativos digitais roubados que foram identificados enquanto o processo segue em andamento. A Bybit frisa que as investigações criminais permanecem sob responsabilidade das autoridades governamentais, mas que o processo civil oferece um caminho para preservar ativos e proteger os interesses das partes afetadas.
“A ordem busca preservar os ativos digitais roubados identificados enquanto o processo continua, representando um passo importante nos esforços da Bybit para recuperar os fundos, apoiar investigações de autoridades internacionais e reforçar a responsabilização por crimes cibernéticos de grande escala.”
Bybit, comunicado oficial
O cofundador e CEO da corretora, Ben Zhou, reforçou que o ataque ultrapassou os limites da empresa e atingiu a credibilidade de todo o setor.
“É por isso que trabalhamos em estreita colaboração com investigadores, corretoras, reguladores, autoridades policiais e agora com os tribunais. Esperamos que isso represente mais um passo para tornar o setor de criptomoedas um ambiente muito mais difícil para criminosos atuarem e muito mais seguro para todos os demais.”
Ben Zhou, cofundador e CEO da Bybit
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Nas 24 horas seguintes ao ataque, a Bybit processou cerca de R$ 31 bilhões em retiradas, mas manteve as operações em funcionamento e arcou com as perdas com recursos próprios. Relatórios publicados pela corretora detalharam a engenharia por trás do ataque, e a empresa criou uma página dedicada a rastrear os fundos e ofereceu recompensa de 10% para quem ajudasse na recuperação dos ativos.
Perspectiva para o processo
A ação civil representa uma abordagem inédita frente a ataques atribuídos a agentes estatais: usar os tribunais norte-americanos para tentar congelar e recuperar ativos digitais identificados. Zhou reconhece, porém, que o caminho é longo e que a confiança dos usuários precisa ser reconquistada diariamente por meio de ações concretas. O processo deve avançar ao longo dos próximos meses, à medida que investigadores continuam rastreando os ativos ainda localizáveis.
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Análise para o leitor brasileiro: Investidores brasileiros que operam em corretoras internacionais devem acompanhar os desdobramentos do caso, que coloca em pauta a segurança de plataformas centralizadas e os limites da rastreabilidade em blockchains como Ethereum e, especialmente, em moedas de privacidade frequentemente usadas para lavar ativos roubados.
Fontes: Livecoins
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